Filme: Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Quem lembra do desespero geral no final de Batman – O Cavaleiro das Trevas? Todos, principalmente os críticos, surtaram. Estava ali uma mudança definitiva na adaptação de quadrinhos para o cinema, elas nunca mais seriam as mesmas. Seriam MELHORES. Tinham que ser. O filme de 2008 elevou tanto o nível das adaptações que a grande pergunta era: COMO SUPERAR #MEODEOSDOCEO? Eles conseguiram colocar o Coringa (interpretado Heath Ledger) no altar dos vilões, lá do lado de Darth Vader e Hannibal, fazer com que o espectador saísse maravilhado do cinema.
O terceiro e último filme teria que ser MAGISTRAL. Tudo menos que isso não seria aceito. Mas, como os fãs do diretor falam, "In Nolan We Trust".  E venho aqui, com o maior prazer, para dizer que ELE CONSEGUIU.
Já na primeira cena do filme, vemos um cara enorme (graças ao posicionamento de câmera), um terrorista mascarado com planos cruéis para Gotham.  Bane (Tom Hardy) vai tentar a qualquer custo destruir tudo forçando a uma revolução na cidade. Se o Homem-Morcego escolheu as trevas como seu lar, o vilão deste filme nasceu nelas.
Depois da morte do Promotor Público Harvey Dent, Batman (Christian Bale) assume a responsabilidade pelos crimes de Dent, para que a reputação do promotor seja mantida. Assim, Bruce Wayne fica recluso em sua casa por oito anos, até que é avisado pelo seu mordomo Alfred (Michael Caine), que uma ameaça grande está chegando a Gotham. Para proteger a cidade, Batman/Wayne busca mais uma vez os recursos de Sr. Fox (Morgan Freeman). Conta com o apoio da misteriosa bilionária Miranda Tate (Marion Cotillard) para cuidar dos seus negócios, com policial John Blake (Joseph Gordon-Levitt), que sabe sua verdadeira identidade. E é claro, tem a mulher-gato, muito bem interpretada por Anne Hathaway. É ela que leva Batman até Bane pela primeira vez, mas traí o herói, deixando-o ser quebrado ao meio e jogado na prisão em quem ninguém nunca escapou, a não ser, é claro, Bane (supostamente pelo menos).
Em uma cena gigantesca, como tudo no filme é, de um estádio de futebol americano sendo explodido, é a que dá o ponta pé inicial ao fim de Gotham. Bane, que roubou uma base de energia auto-suficiente, convence o povo que o poder está nas mãos deles. Explode todas as pontes da cidade, que o único meio de sair e coloca uma arma nuclear circulando na cidade que será ativada em cinco meses. Gotham City vira o caos e isso tudo é assistido pela televisão da cadeia onde Batman/Wayne está.  O local é um poço e só escalando até a superfície é que se pode sair. Wayne tenta várias vezes, até que em uma, cheia de emoção, com todos os outros prisioneiros entoando em sua só voz, RESSURJA, ele consegue saí e vai tentar salvar seu verdadeiro amor: A sua cidade.

Várias referências a arcos de histórias das HQs, criada por Bob Kane, mas o principal foi A Queda do Morcego, são utilizadas, sem muitos artifícios, sem muitos personagens afetados.
Essa adaptação é rodeada de tragédias que assombrou esses sete anos de história, como a repentina morte de Heath Ledger e agora o massacre na sala de cinema no Colorado.  
Mas Batman - O Cavaleiro das Trevas Ressurge é um filme único e dispersar qualquer mal estar que essas coisas ruins trouxeram. É o melhor da sua espécie. A trilogia toda é puro esplendor. Christopher Nolan, Jonathan Nolan, David Goyer criaram um roteiro digno, ensinam como se faz um desfecho.
Sem muito spoiler, porque vocês PRECISAM VÊ!!! (e assistam os anteriores se não lembrar ou porque nunca viram #dicaamiga) 
Já saindo do mérito do filme, me arrisco dizer humildemente, Burtoniana que sou , que estamos diante do melhor diretor da nossa geração. Então aplausos a esse novo Batman. Aplausos a melhor trilogia produzida na história do cinema. E principalmente, aplausos para o Nolan. Por fazer com que tudo isso desse certo, por nunca errar.

Nota: 10
Título Original: The Dark Knight Rises
Direção: Christopher Nolan
RoteiroChristopher Nolan, Jonathan Nolan, David Goyer
Elenco: Christian Bale, Gary Oldman, Tom Hardy, Joseph Gordon-Levitt, Anne Hathaway, Marion Cotillard, Morgan Freeman, Michael Caine





Leia a emocionante carta de Christopher Nolan, que estará no prefácio da obra “The Art of Making of The Dark Knight Trilogy”, que conta os bastidores da trilogia.


“Alfred. Gordon. Lucius. Bruce… Wayne. Nomes que significam tanto pra mim. Já estou a três semanas dando adeus a esses personagens e o seu mundo. É o aniversário de nove anos do meu filho. Ele nasceu enquanto o Tumbler estava sendo montado na minha garagem, a partir de peças aleatórias. Muito tempo, muitas mudanças. Um conjunto de mudanças onde um tiroteio ou um helicóptero eram eventos extraordinários em um dia comum de trabalho, onde uma multidão de figurantes, as construções sendo demolidas, ou caos fazendo tudo virar de pernas pro ar, se tornaram coisas familiares.

As pessoas perguntam se sempre planejamos uma trilogia. Perguntar isso é como querer saber se planejei crescer, casar, e ter filhos. A resposta é complicada. Quando David (Goyer) e eu começamos a desmembrar a história de Bruce, flertávamos com o que viria depois, na sequência, mas sem querer se aprofundar tanto no futuro. Eu não queria saber as limitações de Bruce; eu queria  apenas dar vida a ele. Eu disse a David e Jonah (Jonathan Nolan) para mostrarmos tudo o que ele era capaz, como fizemos em cada filme. Todo o elenco deu o melhor de si no primeiro filme. Nada foi contido. Nada foi guardado para uma próxima vez. Eles construíram uma cidade inteira. Logo, Christian, Michael, Gary, Morgan, Liam, e Cillian começaram a viver nela. Christian se tornou um grande pedaço da vida de Bruce Wayne de forma extremamente convincente. Ele nos levou a mente de um ícone pop, de forma que nunca vamos apreciar sem se encantar, ainda que apenas por um instante, com a natureza fantástica dos métodos de Bruce.

Nunca achei que faríamos o segundo – quantas boas sequências já foram realizadas? Pra que rolar os dados? Mais uma vez, eu sabia onde Bruce estava sendo levado, e quando vislumbramos o vilão, isso se tornou essencial. Remontamos a equipe e voltamos a Gotham. Se passaram três anos. Ela estava maior, mais real, mais moderna, e uma nova força do caos se aproximava. Um palhaço assustador, trazido terrivelmente à vida por Heath. Novamente, não nos contivemos em nada, mas ainda havia algumas coisas que não tínhamos conseguido fazer no primeiro – um traje com maior mobilidade para o pescoço e filmar em IMAX-, e coisas que temíamos em fazer – como destruir o batmóvel, e queimar todo aquele dinheiro, apenas pra mostrar desrespeito às motivações convencionais. Pegamos a suposta segurança de uma sequência como licença para jogar toda a precaução ao vento, e nos dirigimos aos cantos mais obscuros de Gotham.

Eu nunca pensei em fazer um terceiro – quantas boas novas sequências já foram realizadas? Mas eu ainda estava intrigado com o fim da jornada de Bruce, e uma vez que eu e David descobrimos isso, eu precisava ver por mim mesmo. Chegamos novamente para algo que mal tinha ousado sussurrar nos primeiros dias em minha garagem. Estávamos decididos em fazer uma trilogia. Liguei para todos os outros e os convidei para uma nova turnê por Gotham. Quatro anos mais tarde, ela ainda estava lá, parecia um pouco mais limpa, um pouco mais polida. A Mansão Wayne foi reconstruída. Rostos familiares estavam de volta, um pouco mais velhos, um pouco mais sábios…mas era tudo superficial.
Gotham foi apodrecendo em seus fundamentos, e um novo mal veio borbulhando da raíz. Bruce acreditava que o Batman não era mais necessário. Bruce estava enganado, assim como eu estava enganado. O Batman teve que voltar. Eu suponho que ele sempre terá.
Michael, Morgan, Gary, Cillian, Liam, Heath, Christian…Bale. Nomes que significam tanto pra mim. Meu tempo em Gotham, onde que tive de cuidar de uma das maiores e mais duradouras figuras da cultura popular, foi a mais gratificante e desafiadora experiência que um cineasta poderia esperar. Vou sentir falta do Batman. Eu gosto de pensar que ele também vai sentir a minha, mas particulamente, ele nunca foi sentimental.”


9 comentários:

Raphaella Gonçalves disse... Responder comentário

acredita que ainda não assisti .-.
Seguindo floor
E se gostar, segue ? Obrigada.
Beeijos ;*
http://itsblond.blogspot.com.br/

Iza disse... Responder comentário

Ainda não assisti, mas quero muito.
Batman é um dos meus super heróis prediletos
E o Christian Bale ::::Lindo***
Beijão <3

Thays Travassos disse... Responder comentário

Oi querida que blog lindo.. adorei tudo!! O conteúdo e as dicas são muito legais...
Estou seguindo e espero sua visita, se gostar do meu cantinho me segue tbm...bjos!

http://thaystravassos.blogspot.com.br

Amanda Olive disse... Responder comentário

eu quero muito ver esse filme e a sua resena me deixou ainda mais com vontade.

Jackline Ferreira da Silva disse... Responder comentário

Está marcado já para ir assistir o filme, estou super curiosa !!!

Beijos

Adorei o blog!

www,estilosenhorita.com.br

Luana disse... Responder comentário

Não estou muitoo curiosa para assistir esse filme, porque nunca fui muito fã do Batman, mas fico feliz que ele é bom, me anima para assistir!

beijos
Luana - Lendo ao Luar

Paloma Viricio:: Jornalismo na Alma:: disse... Responder comentário

OPaaa! Vi que você curtiu bastante o filme, hein? Adorei a postagem, pois ficou super completa. Vou arrumar um tempinho para ver ele.Beijocas!
http://palomaviricio.blogspot.com.br

Déborah-alana disse... Responder comentário

Oiie, nunca gostei muito do batman, mas quando vi os traillers para esse filme, me deu muita vontade de ver, adorei a dica :* beeijinhos


deborah-alana.blogspot.com.br

Sara disse... Responder comentário

Eu gostei dos filmes anteriores e Coringa foi um máximo. Mas este filme não me empolgou o bastante para ir ao cinema, prefiro esperar o lançamento em dvd. E Batman não é um dos meus heróis favoritos.
Eu não curto Mulher Gato. Nunca gostei!
Boa crítica.

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